Faz um tempo que vi Clube da Luta, o filme de David Fincher. Não negarei que, a primeira vista, achei um nada demais. Se bem que, naquele tempo, eu era extremamente inocente cinematograficamente. Verei novamente. Sei que minha opinião vai mudar bastante, levando em conta que Clube da Luta, o livro, é um espetáculo literário.
A obra é a anarquia em forma de literatura. Toda pessoa que tem interesse neste assunto deveria ler o livro. Não que ele vai explicar, didaticamente, o que é a anarquia, e sim nos oferecer um ponto de vista de um personagem revoltado com a sociedade, que cria duas organizações secretas: Clube da luta e Projeto Desordem e Destruição, para tentar transformar a sociedade em algo melhor. É aquele ideia do rastafári de destruir a Babilônia (estrutura social, o mundo em si, a sociedade) para construir tudo do começo.
O primeiro grupo, de mesmo nome do livro, o Clube da Luta, na verdade, soa mais como um um refúgio para homens depressivos, frustrados com a sua vida e irados com o com o atual modelo de sociedade, com a mídia e as suas propagandas mentirosas que fazem as pessoas acreditarem que suas vidas podem melhorar se comprar determinado produto. Isso já faz com que a maioria das pessoas se identifiquem, afinal, esse tipo de frustração é constante na maioria dos seres humanos modernos.
Já o segundo grupo, o Desordem e Destruição, esse sim dita todo o tom anárquico da obra. Esse grupo, dedica-se, excepcionalmente, a destruição da sociedade para um novo recomeço, através de ataques a grandes empresas comerciais e outros tipos de movimentos que visam, mesmo sendo violentos, uma certa justiça social.
Em termos de narrativa, o livro não deixa a desejar. Cada Capítulo é como se fosse uma crônica não linear, misturada com as loucuras e pensamentos do personagem principal. A história é muito interessante e o final surpreendente, o mesmo do filme, que a maioria das pessoas conhecem. Sobre esse final surpreendente, e que a maioria devem saber do que eu estou falando, se assistiu o filme, posso dizer que pareceu bem mais claro a questão do personagem principal e de Tyler Durden, não sei se o fato de eu já saber o que iria acontecer influenciou nessa meu ponto, mas pareceu muito mais claro.
Enfim, se pegarem a nova edição do livro, vocês encontrarão um posfacio super interessante, escrito pelo próprio autor, sobre a repercussão do livro após o filme, que me deixou muito irritado com as pessoas que saem nas ruas com a camisa do Clube da luta. Não pelo fato da primeira regra do Clube da luta ser sobre não falar sobre o Clube da luta, pelo menos não literalmente, e sim pelo sentido filosófico dentro do contexto da história.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Marvel vs DC
Não posso dizer que sou fã de HQ, na verdade li tão poucas que não quero nem listar. Por isso, minha avaliação se dará através das experiencias pessoais com desenhos animados e filmes, principalmente os recentes. Eu sei que é um assunto polêmico e delicado (risos), mas eu sempre quis colocar a minha posição.
Pra começar é preciso desmistificar a infantilidade e superficialidade diante dos HQ's e dos super-heróis. Como muitos devem saber, as HQ's são consideradas a oitava arte (uma brincadeira com o cinema por ele ser considerada a sétima) e não se limitam a estórias de super-heróis. Na verdade, você pode encontrar todas as categorias de narrativas nesses livros. Além, é claro de fazer parte da cultura pop mundial e influenciá-la, não só ela como também as artes em geral. Sobre os heróis, o que tenho a dizer é, eles não são só caras e moças bonitas que brigam contra o mal, se parar para conhecer melhor sobre o assunto, perceberá a quantidade de metáforas filosóficas, politicas, sentimentais e sociais presentes nas estórias. É uma arte completa!
Nessa disputa das grandes criadoras de personagens heróicos, não tenho dúvidas sobre quem seria o vencedor: DC Comics. Por vários motivos, pra começar: O Batman. Existe super-herói mais foda do que o Batman? Existe filme mais foda que "Batman: O cavalheiro das trevas"? Aquela mistura de fantasia com realidade, com toques filosóficos de existência e do que é certo e errado com cenas de ação fodíssimas, como a do assalto ao banco feito pelo Coringa. Ah, e o Coringa? O que é aquele Coringa?! Um cara louco que não tem pretensão de riqueza e poder (diferente do clichê Loki)* um personagem interpretado pelo magnifico Heath Ledger, que apenas quer ver o caos, um psicopata! Além de ser um longa que entrou pra história do cinema, tá na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer e foi dirigido por um dos grandes diretores hollywoodianos da nova geração, Christopher Nolan. (Outros longas que acho tão bom quanto ele são, o Watchmen, e, um pouco mais inferior a esses dois, V de Vingança, ambos da DC).
O segundo ponto para eu ter a DC como preferida é a animação "Liga da Justiça: Sem limites" exibida pelo SBT no seu programa infantil. Na verdade, esse desenho está bem longe de ser um produto para crianças, devido a sua complexabilidade nas estória e sua metáforas ao nazismo, por exemplo. Comparo a qualidade dele a grandes clássicos da história da animação mundial, não pelo traça e sim pelo roteiro.
O terceiro e último ponto são os personagens. Apesar de não gostar doSuperman, ainda prefiro a DC neste quesito. Além de conter o melhor personagem da categoria de todos os tempos, Batman, eles possuem o Flash, não consigo explicar porque gosto dele, apenas gosto. Outra coisa que é importante para mostrar a superioridade da DC é analisar a construção dos personagens. Não que a editora seja hipercriativa e o Marvel não, a questão é que as estórias dos personagens da concorrente são, às vezes, repetitivos e outras vezes infantis e bobos.
É importante lembrar que eu gosto da Marvel, adoro o X-men, os Vingadores e tantos outros personagens, só odeio oQuarteto fantástico, mesmo!
*Sobre a espetada aos Vingadores: É um filme legal e tem boas cenas de ação e efeitos especiais indiscutíveis, mas o clichê da história me incomodou bastante. Um vilão que quer conquistar o mundo, pra mim, só reforça a infantilização da Marvel. E outra coisa, aqueles piadas a todo momento, forçaram um pouco. Não é toa, se você parar para perceber, que a cada piadinha, os personagens ficavam uns 3 segundos calados pra que o público do cinema pudesse rir. Mas, eu seria injusto se falasse que a cena do Deus fraco com o Hulk e o Loki é ruim, foi muito boa.
Não poderia deixar de divulgar a aposta a melhor filme comercial do ano: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge ou The Dark Knight Rises. Só o trailer mostrar o naipe do negócio!
Pra começar é preciso desmistificar a infantilidade e superficialidade diante dos HQ's e dos super-heróis. Como muitos devem saber, as HQ's são consideradas a oitava arte (uma brincadeira com o cinema por ele ser considerada a sétima) e não se limitam a estórias de super-heróis. Na verdade, você pode encontrar todas as categorias de narrativas nesses livros. Além, é claro de fazer parte da cultura pop mundial e influenciá-la, não só ela como também as artes em geral. Sobre os heróis, o que tenho a dizer é, eles não são só caras e moças bonitas que brigam contra o mal, se parar para conhecer melhor sobre o assunto, perceberá a quantidade de metáforas filosóficas, politicas, sentimentais e sociais presentes nas estórias. É uma arte completa!
Nessa disputa das grandes criadoras de personagens heróicos, não tenho dúvidas sobre quem seria o vencedor: DC Comics. Por vários motivos, pra começar: O Batman. Existe super-herói mais foda do que o Batman? Existe filme mais foda que "Batman: O cavalheiro das trevas"? Aquela mistura de fantasia com realidade, com toques filosóficos de existência e do que é certo e errado com cenas de ação fodíssimas, como a do assalto ao banco feito pelo Coringa. Ah, e o Coringa? O que é aquele Coringa?! Um cara louco que não tem pretensão de riqueza e poder (diferente do clichê Loki)* um personagem interpretado pelo magnifico Heath Ledger, que apenas quer ver o caos, um psicopata! Além de ser um longa que entrou pra história do cinema, tá na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer e foi dirigido por um dos grandes diretores hollywoodianos da nova geração, Christopher Nolan. (Outros longas que acho tão bom quanto ele são, o Watchmen, e, um pouco mais inferior a esses dois, V de Vingança, ambos da DC).
O segundo ponto para eu ter a DC como preferida é a animação "Liga da Justiça: Sem limites" exibida pelo SBT no seu programa infantil. Na verdade, esse desenho está bem longe de ser um produto para crianças, devido a sua complexabilidade nas estória e sua metáforas ao nazismo, por exemplo. Comparo a qualidade dele a grandes clássicos da história da animação mundial, não pelo traça e sim pelo roteiro.
O terceiro e último ponto são os personagens. Apesar de não gostar do
É importante lembrar que eu gosto da Marvel, adoro o X-men, os Vingadores e tantos outros personagens, só odeio o
*Sobre a espetada aos Vingadores: É um filme legal e tem boas cenas de ação e efeitos especiais indiscutíveis, mas o clichê da história me incomodou bastante. Um vilão que quer conquistar o mundo, pra mim, só reforça a infantilização da Marvel. E outra coisa, aqueles piadas a todo momento, forçaram um pouco. Não é toa, se você parar para perceber, que a cada piadinha, os personagens ficavam uns 3 segundos calados pra que o público do cinema pudesse rir. Mas, eu seria injusto se falasse que a cena do Deus fraco com o Hulk e o Loki é ruim, foi muito boa.
Não poderia deixar de divulgar a aposta a melhor filme comercial do ano: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge ou The Dark Knight Rises. Só o trailer mostrar o naipe do negócio!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos
Cresci lendo Harry Potter. Sou mais um daqueles caras clichês que acompanharam o crescimento do personagem, da história e dos atores. Lia compulsivamente os livros e assistia, eloquentemente, os filmes. Realmente marcou a minha vida. E eis que quando a história acabou, me deparo com uma série da HBO, Guerra dos Tronos. O canal televisivo foi o que me motivou a ver o folhetim, afinal, a HBO é a responsável por várias das melhores séries dos últimos anos (Ex: The Pacific e True Blood).
Assisti. Que seriado foda! Resolvo então lê-lo. Confesso que deu um certo medo acompanhar o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo, eram mais de 550 páginas e o menor dos outros 6 que ainda preciso ler.
Guerra dos Tronos, o primeiro da série, é um livro sensacional. A obra gira em torno de Eddard Stark, Senhor de Winterfell, quando é convidado pelo rei a ser sua mão, maior cargo da hierarquia depois dele. Resolvido a não aceitar, Stark é contrariado ao descobrir sobre a suspeitosa morte da antiga mão, que o fez seguir o rei para corte real.
George R. R. Martin trouxe uma história complexa, bem elaborada e criativa. Com muitos personagens, que as vezes nos confundem. Mas, em momento algum, se torna chato. E mesmo tendo visto a série, anteriormente, a emoção não foi afetada. Aconselho, qualquer um, a ler também. É uma outra sensação. Cinema (TV) e literatura são plataformas distintas e adoráveis.
As Crônicas de Gelo e Fogo é uma série de fantasia. Mas, segue uma tendência do realismo fantástico moderno: a humanização dos personagens. Assim como os quadrinhos, A guerra dos Tronos, traz figuras anti-heroicas, ou seja, nenhum personagem é completamente bom ou ruim. O maniqueísmo, comum nas histórias infantis, é deixado de lado.
Guerra, violência, sexo, disputas por poder e traição tem deixado cada vez mais distante a cultura Geek do universo infantil. Batman de Nolan é, por exemplo, um produto pra adultos, diferente do Batman de Burton, assim como Senhor dos Anéis para As Crônicas de Gelo e Fogo. (Mas isso é outra postagem...).
Cheia de pontos de virada incríveis, que faz qualquer um se envolver em uma relação de amor e ódio com a história e sempre nos contrariando, As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos é um dos melhores livros de fantasia de todos os tempos, ou o melhor de todos (incluindo melhor que o Senhor dos Anéis).
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
J.K. Rowling é acusada de plágio novamente - Novidades sobre Harry Potter
Sério, já estou ficando cansado de ver essa mesma notícia desde a época em que "Harry Potter" estourou: J.K. Rowling é acusada de plágio novamente. Não sei dizer quantas vezes isso já aconteceu, afinal eu já perdi as contas (Há alguém por aí que ainda está contando?). Desta vez a escritora britânica, criadora da série de livros Harry Potter, foi processada por ter, supostamente, utilizado idéias da obra "Willy, o Bruxo" no quaro livro da saga Harry Potter. O livro foi escrito por Adrian Jacobs, que foi um autor de contos infantis pouco conhecido, em 1987.Max Markson, representante legal da herança de Jacobs, que morreu em 1997, afirmou que Rowling plagiou "partes importantes" ao escrever o livro Harry Potter e o Cálice de Fogo, publicado em 2000, 3 anos depois as aventuras de Willy.
O livro foi o quarto da série e vendeu 400 milhões de cópias no mundo todo e que é, também, uma franquia cinematográfica. Os Jacobs reclamam que a trama de Harry Potter e o Cálice de Fogo copiava certos elementos do argumento de um capítulo de Willy, o Bruxo, incluídas uma competição de magos e a ideia dos feiticeiros viajarem de trem.
J.K. Rowling junto com a Bloomsbury Publishing, editora dos livros na Inglaterra, pediu na última quinta-feira (18) que o processo fosse arquivado, descrevendo a acusação como "infundada" e "absurda".
Veja o que a autora disse em nota à imprensa:
"Fico triste pelo fato de ter sido feita mais uma alegação de que eu teria tirado material de outra fonte para escrever Harry.
Fico muito desapontada pelo fato de eu e minha editora no Reino Unido, Bloomsbury, estarmos na posição de sermos obrigados a nos defender. Vamos pedir imediatamente ao tribunal uma decisão de que a alegação não tem mérito e, portanto, deve ser arquivada sem demora."
Rowling ainda afirmou que nunca leu o livro e por isso "as alegações feitas não apenas são infundadas como são absurdas".
Outra acusada
Da mesma forma, Stephenie Meyer, criadora da saga vampírica "Crepúsculo", também já foi acusada de copiar trechos do livro The Nocturne, de Jordan Scott, em Amanhecer, o quarto romance que narra a história de Bella Swan e Edward Cullen.
Falando nisso...
Imagens da primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte, sétimo e último livro da série, andam circulando pela internet. Galeria
O primeiro filme de Harry Potter e as Relíquias da Morte, dirigido por David Yates, tem previsão de estreia em 19 de novembro deste ano. O segundo, em 15 de junho de 2011, nos EUA.Na primeira parte, o trio inseparável - Rony, Hermione e Harry - sai em busca das Horcruxes - objetos que contêm pedaços de alma -, feitas por Voldemort. Rumo ao fim, este filme vem com aventuras mais tenebrosas e ainda cercadas de mistérios.
Veja novo teaser de sequência de Harry Potter:
Fontes: 1 e 2
DICA
O "Opinião e Opção" é um blog voltado ao mesmo público do "Faixa Livre" e é uma boa alternativa pra quem busca informação sobre cinema, séries e televisão. Por meio deste também devo agradecer pela parceiria e apoio do mesmo.
Em breve outros blogs serão indicados pelo blogueiro!
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